Com a indústria 4.0 e as mudanças constantes em um mundo globalizado, várias empresas têm buscado se reinventar a fim de sobreviver e se destacar. O lançamento de novos serviços e produtos antes era considerado o grande segredo das empresas, mas nos últimos tempo essa realidade mudou. Com o surgimento da internet — um poderoso meio de comunicação e agente fundamental para a nova geração —, lançar produtos passou a ser uma atividade habitual.

Essas mudanças têm exigido mais das empresas para se manterem atuais. A Open Innovation (ou Inovação Aberta) emergiu como uma maneira de ampliar a inovação, proporcionando um impacto maior, além da fronteira das empresas, com benefícios para diferentes setores do negócio.

Inovar é essencial para as empresas, e neste post vamos mostrar como a Open Innovation pode ajudar o seu negócio a oferecer um diferencial no mercado. Acompanhe!

O que é Open Innovation?

A expressão Open Innovation surgiu na Universidade de Berkeley, na Califórnia (Estados Unidos). Esse conceito veio de Henry Chesbrough, um professor e ex-integrante de uma empresa de tecnologia no Vale do Silício.

Chesbrough percebeu que, mesmo o conhecimento tendo se disseminado de maneira mais veloz, as organizações mantinham o modelo de inovação tradicional e fechado. Ao fazer essa análise, ele compreendeu que se essas organizações adotassem a inovação focada em colaboração, os resultados seriam mais eficientes.

Chesbrough publicou em 2003 um artigo em que constatou que uma das principais estratégias das grandes empresas é valorizar o controle de novas ideias. Sendo assim, a Open Innovation foi definida como uso de fluxos de disseminação de conhecimento, com o objetivo de promover inovação interna. Como consequência, o mercado de inovação externa também seria afetado.

O processo pode ser realizado na própria empresa ou em parceria com outras instituições. Primeiramente, um grupo fica responsável por identificar possíveis problemas e riscos, e outro grupo estará focado na resolução das questões verificadas, pensando em formas de resolvê-las. Depois disso serão analisadas que propostas são frutíferas para implantação.

Os responsáveis pelas propostas aplicáveis podem receber prêmios ou pagamentos.

Qual é a importância da Open Innovation?

É importante enfatizar que toda inovação deve ser implantada com segurança, afinal, uma falha de segurança pode gerar dores de cabeça para a empresa. Tendo isso em vista, é importante sempre usar o conceito Secure by Design — que em engenharia de software significa que o sistema é desenvolvido para ser seguro, desde o levantamento de requisitos até a implantação.

Isso deve ser feito com o objetivo de prevenir vulnerabilidades de segurança, garantindo o melhor desenvolvimento de produtos, além de aumentar a eficiência reforçando o valor agregado de mercado.

Garante melhor desenvolvimento dos produtos

Quando as empresas abrem portas para talentos externos, possibilitam que os negócios, produtos e serviços sejam melhorados por meio da inovação consequente da visão arejada e livre de vícios da cultura organizacional. Isso trará como consequência o desenvolvimento de melhores produtos e serviços, suprindo as necessidades dos clientes.

Aumenta a eficiência e reforça o valor agregado no mercado

Somado à qualidade dos novos produtos, resultante da inovação, destaca-se a redução dos custos com a criação, a diferenciação no mercado e consequentemente o ganho em competitividade — uma vez que os processos são mais eficientes.

Esses fatores destacam a empresa, agregando valor ao seu nome e aos seus produtos, que geralmente farão mais pelos clientes do que os demais oferecidos pelos concorrentes.

Permite que os profissionais façam networking

O Open Innovation possibilita que uma empresa conheça novos profissionais que poderão agregar futuramente, vindo a fazer parte da equipe. Além disso, o networking entre profissionais amplia e compartilha a geração de inovações.

Quais são os princípios da Open Innovation?

É de extrema importância trabalhar com pessoas capacitadas tanto dentro quanto fora da empresa.

Para ter lucro, é necessário inovar e realizar descobertas, desenvolvê-las e comercializá-las — não sendo imprescindível que essas sejam realizadas internamente. Além disso, a pesquisa não precisa ser criada pela empresa com o objetivo único e exclusivo de gerar lucros — a maior lucratividade é resultado de fazer um bom uso de ideias internas e externas.

Construir um modelo de negócios eficaz é melhor e mais benéfico do que chegar ao mercado primeiro.

A propriedade intelectual (PI) da empresa não precisa ser controlada de forma a impedir que outros utilizem as ideias, afinal, é possível lucrar com usos externos da PI. Além disso, deve-se adquirir outras PIs sempre que essas contribuírem para o avanço do modelo de negócios.

Quais são os melhores exemplos de Open Innovation?

Existem muitas formas para implantar a Open Innovation em uma empresa, mas para que essas sejam colocadas em prática, em primeiro lugar é preciso consultar os funcionários e, em alguns casos, contratar consultores para identificar quais são as principais questões e os aspectos que demandam atenção no momento.

Existem várias formas de Inovação Aberta. Abaixo elencamos as principais:

Hackathon

Hackathon é a mistura de duas palavras: “hack” e “marathon”, significando maratona de programação com excelência. Essa maratona pode perdurar dias e movimentar tanto toda a área de tecnologia de uma empresa quanto grupos externos interessados e envolvidos, que participarão da competição.

As empresas mais lucrativas e inovadoras do mundo — como Google e Facebook — utilizam essa ferramenta cotidianamente, usando a criatividade dos seus colaboradores para obter soluções aos desafios vivenciados e para manter-se dominante no mercado.

Entretanto, atualmente os hackathons não são mais restritos à área de programação — muitas empresas realizam maratonas com funcionários de diversas áreas e setores, a fim de solucionar questões do dia a dia e/ou inovar nos produtos e serviços oferecidos.

Crowdsourcing

Esse tipo de Open Innovation acontece quando determinada empresa obtém ideias, conteúdos ou serviços por meio de contribuições de vários grupos ou pessoas via internet. Muitas empresas criam desafios vivenciados na organização para serem resolvidos online por grupos interessados.

Das propostas e contribuições são retirados insights que são implementados para resolver os desafios existentes, para desenvolver, oferecer ou otimizar os produtos e serviços oferecidos. A remuneração dos desafios varia de acordo com a empresa e com o público envolvido — podendo ser pagamento em dinheiro, outros meios ou até não apresentar remuneração.

Cocriação

A cocriação é uma ferramenta de inovação em que a empresa convida pessoas externas como fornecedores, interessados, admiradores e até clientes para contribuir na melhoria ou até mesmo na invenção dos produtos e serviços.

A diferença entre a cocriação e o crowdsourcing é que, em geral, todos os envolvidos na cocriação dividem o mérito e os resultados financeiros obtidos a partir dela, pois ela consiste em um trabalho colaborativo feito em equipe.

Mesmo não sendo o fator principal, é importante que as empresas ofereçam premiações para estimular a participação de colaboradores e dos interessados em geral — admiradores, profissionais e estudantes. Além disso, quando executadas em ambiente físico, é importante que o local seja confortável.

Open Innovation é uma mudança na forma como as empresa e as pessoas veem tanto o ambiente de trabalho quanto a concorrência ou os profissionais que não fazem parte da equipe de colaboradores.

Esse tipo de inovação democratiza ideias, valoriza o modelo de negócios das empresas, intensifica e aprimora o uso das propriedades intelectuais, proporciona networking eficaz e valoriza os serviços e produtos oferecidos pelas empresas — repercutindo na aparência no Mercado e perante os clientes.

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