A cybersecurity para empresas de saúde abrange todos os cuidados e medidas necessários para manter a proteção das informações da organização. Um ataque cibernético bem-sucedido expõe dados sensíveis, prejudicando a reputação do negócio e a continuidade do empreendimento.
Neste conteúdo, vamos explicar para gestores e profissionais da área da saúde quais cuidados devem ser tomados para garantir a segurança cibernética nas empresas do setor. Além disso, apontaremos as principais medidas que devem ser adotadas. Boa leitura!
Qual é a importância da cybersecurity para empresas de saúde?
A crescente digitalização dos dados de pacientes traz muitas vantagens para o setor de saúde, como a facilidade de consultar informações e a agilidade nos diagnósticos. Nesse sentido, a digitalização traz inúmeros benefícios, mas também abre portas para novos riscos. Os principais incluem:- vazamento de dados sensíveis (como históricos médicos ou laudos sigilosos);
- acesso não autorizado por falhas de autenticação ou configurações inadequadas;
- ataques de ransomware, que bloqueiam o acesso a sistemas críticos;
- integrações inseguras entre sistemas de diferentes fornecedores ou áreas.
- falta de segmentação de rede, o que facilita a propagação de ameaças.
Quais são as principais medidas de cybersecurity para a saúde?
Entendidos os principais desafios que o setor enfrenta, chegou o momento de conhecer as medidas mais efetivas de cibersegurança para proteger empresas de saúde. Confira!Implementação de sistemas de proteção de dados
Uma das formas pelas quais uma empresa de saúde pode otimizar a sua proteção de dados é por meio da adoção de proteção de endpoint, os dispositivos que se conectam a uma rede de computadores e participam da comunicação de dados. Organizações de saúde frequentemente trabalham com diversos endpoints, incluindo sistemas mais antigos que podem conter vulnerabilidades de segurança não corrigidas. Soluções específicas de endpoint são importantes para identificar e bloquear ataques direcionados a esses dispositivos, que podem explorar essas fragilidades. Além disso, a implementação da Autenticação Multifator (MFA) é outro ponto relevante. A MFA deve ser utilizada para adicionar uma camada extra de proteção além das senhas tradicionais, uma vez que exige métodos de verificação adicionais antes de permitir o acesso a sistemas e dados confidenciais. O SASE é mais uma opção que deve ser considerada. Outro ponto fundamental para a proteção dos dados é contar com um plano de resposta a incidentes, que envolva todas as áreas da organização.Adoção de criptografia
Para proteger as informações sensíveis dos pacientes contra acessos não autorizados e violações, é necessário implementar métodos robustos de criptografia tanto para os dados armazenados (em repouso) quanto para aqueles que estão sendo transmitidos (em trânsito). Uma dica é adotar uma abordagem de segurança em várias camadas: além da criptografia, é importante combinar firewalls a sistemas de detecção de intrusão. Isso garante uma proteção mais robusta.Manutenção da disponibilidade
A interrupção de serviços de saúde, exemplificada pelo desligamento súbito de monitores cardíacos e falhas em desfibriladores, pode ter consequências graves para a saúde dos pacientes. Dessa forma, torna-se fundamental a adoção de soluções tecnológicas projetadas para garantir a disponibilidade de equipamentos imprescindíveis. A minimização do tempo de inatividade deve ser uma das prioridades da empresa.Controle de acessos
Em se tratando de medidas de controle, os gestores devem se basear no princípio do menor privilégio — isto é, conceder direitos de acesso de acordo com cada função e responsabilidade dentro da empresa de saúde. O objetivo é evitar o acesso irrestrito, que pode fazer com que até profissionais que não sejam da saúde consigam visualizar dados sensíveis. Isso costumava ocorrer antes da digitalização, quando documentos não eram armazenados adequadamente. As permissões de acesso devem ser revisadas e ajustadas regularmente, garantindo que os usuários mantenham apenas o nível de acesso essencial para suas tarefas atuais.Auditorias frequentes
Auditorias regulares ajudam a identificar lacunas, fraquezas e vulnerabilidades nos sistemas, processos e controles de segurança da informação da organização. Isso permite que a empresa tome medidas proativas para corrigir essas falhas antes que cibercriminosos possam explorá-las. Há vários tipos de auditoria de cybersecurity no universo da saúde. Confira alguns deles:- interna — realizada pela própria equipe da organização para avaliar a conformidade e a eficácia dos controles internos de cibersegurança;
- externa — conduzida por uma empresa independente para fornecer uma avaliação objetiva e imparcial da postura de segurança da organização;
- de conformidade — esse tipo de auditoria se concentra na verificação do cumprimento de regulamentações específicas do setor de saúde;
- de processos — analisa os processos e procedimentos relacionados à cibersecurity, como gestão de acesso, tratamento de incidentes e gestão de vulnerabilidades.;
- entre outras.
