Todas as empresas querem deixar seus dados em segurança, pois a informação muitas vezes é seu bem mais precioso. Usar esse meio de maneira correta pode evitar ataques virtuais e que seus dados sejam extraviados. Adotar uma política de segurança da informação pode trazer ainda mais conformidade para seu negócio e reduzir custos.

Desde a revolução industrial, a tecnologia evolui a grandes passos, tanto na segurança de dados como também nas ameaças, que têm se transformado e evoluído exponencialmente. A questão é que as ameaças dos hackers são atualizadas constantemente, no entanto, a segurança nem sempre é o foco dos gestores, ficando frequentemente para trás.

Por isso, conhecer as tendências de segurança da informação é muito importante para qualquer empresa. Continue lendo o texto e descubra como deixar seus dados mais seguros!

O que é segurança da informação?

Diariamente milhões de bits e bytes de dados circulam na rede de internet. A segurança da informação está por trás da defesa desses dados e tem como objetivo deixar as informações seguras, disponíveis e acessíveis somente aos seus responsáveis de direito, ou às pessoas a que foram enviados.

Em uma empresa, a segurança da informação é basicamente composta pelas políticas, processos e métodos que devem ser seguidos pelos usuários para que a circulação da informação aconteça de forma segura e intuitiva, evitando que indivíduos indesejados usufruam delas.

Nos dias de hoje é essencial ter uma equipe de TI responsável pela segurança. Existem várias ferramentas que permitem evitar maiores incômodos e garantem a integridade, confiabilidade e disponibilidade da informação.

Por fim isso diz respeito a maneira que as pessoas usam os dados que chegam até elas. Por esses motivos evidencia-se o quanto é importante ficar por dentro das tendências de segurança da informação para o futuro.

Quais são as principais tendências nessa área?

A seguir, você verá quais são as cinco principais tendências da área de segurança da informação. Focaremos em tecnologias modernas e que são muito importantes nesse assunto. Acompanhe!

1. Machine Learning

O aprendizado de máquina é um subcampo da computação que tem evoluído constantemente. Essa área tem como objetivo dar a computadores a habilidade de aprender sem serem explicitamente programados para essa ação. Essa tecnologia tem sido usada como auxílio na prevenção de crimes digitais, uma vez que os softwares são treinados para encontrar fraudes.

Definição

Já pensou em gerar modelos que analisam uma grande quantidade de dados complexos, de maneira rápida e automatizada entregando resultados proveitosos? É exatamente isso que o machine learning faz. É uma poderosa técnica bem popular no mercado que utiliza o aprendizado de máquina para identificar oportunidades e evitar erros.

Aplicações

O Machine Learning consiste não somente na análise de informações para tomada de decisões estratégicas, mas sim em um conjunto que inclui ferramentas, técnicas, infraestrutura e boas práticas para que a análise seja realizada de maneira prática e eficiente.

Essa solução é utilizada de forma recorrente em grandes negócios e tem evoluído de maneira significativa nos últimos anos já que traz resultados relevantes em larga escala, uma vez que essa técnica utiliza métodos estatísticos para que o computador “aprenda” a tomar decisões.

Há um grande volume de estudos nesse campo, de forma a aprimorar as técnicas já existentes e criar novas ainda mais produtivas. É evidente que boas técnicas de Machine Learning são incrivelmente úteis e práticas no contexto das empresas que têm grande quantidade de dados que podem ser analisados.

De acordo com a revista Forbes, o aprendizado de máquina com Machine Learning deverá revolucionar a segurança da informação. Os robôs podem ser treinados para reconhecer padrões de maneira que seja mais fácil identificar usuários mal-intencionados.

Expectativas futuras

O Machine Learning consegue processar uma grande quantidade de dados e performar operações em larga escala, de maneira que vulnerabilidades sejam corrigidas e prevenidas. Por outro lado, criminosos podem usar essa tecnologia para apoiar ataques, aprendendo com as respostas de defesa e buscando novas falhas de maneira rápida.

Fica evidente que boas técnicas de Machine Learning são incrivelmente úteis e práticas no contexto de grandes empresas com muitas informações para análise. Dessa forma, não há como não ser uma forte tendência em TI, promissora para a segurança de dados.

2. Internet das Coisas (IoT)

Se tratando de revolução tecnológica, a internet das coisas é um dos assuntos principais. Essa é uma tendência que promete desenvolver nosso planeta de maneira inédita. Por isso, neste tópico, trataremos um pouco mais sobre o assunto. Acompanhe!

Definição

A Internet das Coisas, ou IoT (Internet of Things em inglês), é uma grande tendência para o futuro. A proposta é unificar o mundo real (concreto, físico) com o mundo virtual, de forma a deixar tudo conectado (pessoas e objetos) de maneira constante. O objetivo é que a tecnologia esteja presente em todos os ambientes, mas não de forma explícita, ou seja, não será perceptível.

Em outras palavras a Internet das Coisas é uma rede de objetos físicos, conectados a outros dispositivos de maneira que interajam entre si e com o ambiente. O maior objetivo é fazer com que o indivíduo esteja constantemente interagindo com outras pessoas e objetos — essa tendência é considerada uma importante etapa do desenvolvimento da computação.

Aplicações

A IoT pode ser usada como maneira de segurança. Por exemplo, o Google emite uma notificação em smartphones toda vez em que alguma atividade fora do padrão é identificada. Espera-se que no futuro os usuários sejam notificados sempre que ocorra algum acesso indevido a qualquer banco de dados pessoal em tempo real e em todos os objetos que estejam conectados.

A Internet das Coisas pode ser também o objetivo de vários hackers. A indústria necessita aprender com os seus próprios erros ao inovar e desenvolver dispositivos de maneira que funcionem interconectados com a internet. Algumas das melhores práticas de segurança da informação podem ser impulsionadas com o uso da Internet das Coisas.

Expectativas futuras

A expectativa é que máquinas sejam programadas de forma que reconheçam e executem processos direcionados por sistemas integrados. Por esse motivo, é importante que haja uma proteção de dados que garanta que as informações compartilhadas pela IoT se mantenham seguras.

A boa notícia é que a segurança da informação está se ajustando às novas demandas da rede com a Internet das Coisas. Porém, ela ainda está longe daquela utopia em que a IoT gerencia de maneira segura e automaticamente dispositivos interligados.

3. Ransomware das Coisas (RoT)

Em 2016 o assunto que mais se destacou foi o sequestro de arquivos de dados, utilizando ataques de Ransomware. Esse software malicioso controla o dispositivo infectado, obrigando que a vítima ofereça um valor para que os dados sejam recuperados.

Definição

Com a Internet das Coisas, aumenta os riscos de criminosos sequestrarem os dispositivos que estão conectados na rede. O Ransomware é um malware desenvolvido para sequestrar informações de um computador.

Assim que a máquina é infectada, o software malicioso criptografa todos os dados existentes e a senha para liberação é entregue somente se o usuário realizar um pagamento, geralmente feito em Bitcoins para evitar o rastreio dos criminosos.

Com o Ransomware, o hacker passa a ter controle de todos os arquivos e informações da vítima, além de ter o poder de controlá-los remotamente, o que pode oferecer dificuldade para o usuário identificar o problema.

Aplicações

Por meio de uma estratégia chamada engenharia social, os criminosos induzem a vítima a acessar links de mensagens e anúncios convincentes, resultando na instalação de um vírus neles camuflado.

Esse tipo de ataque pode ser devastador se inserido no contexto de Internet das Coisas. Imagine um funcionário de um hotel que, ao abrir um e-mail infectado, dê acesso às fechaduras eletrônicas dos quartos a criminosos. Um hotel da Áustria foi vítima pela quarta vez de um ataque de Ransomware. Entretanto, esse caso não envolveu as fechaduras, mas sim a programação dos cartões-chave de acesso.

Expectativas futuras

Ainda existe tempo para arquitetar novas soluções tecnológicas e repensar o uso da Internet das Coisas, de forma que os objetos estejam conectados de maneira mais segura. Os ataques cibernéticos têm crescido anualmente, e o Brasil tem sido um dos países que mais sofreu com ataques hackers.

Não adianta ter as melhores ferramentas de proteção do mercado se o usuário não tiver bons costumes durante a navegação. Por esse motivo, é importante que os usuários sejam conscientizados a respeito do bom uso dos computadores, não abrindo e-mails enviados por desconhecidos ou suspeitos.

4. Computação em nuvem

Computação em nuvem (do inglês Cloud Computing) é uma tecnologia que permite o acesso a programas, arquivos e serviços utilizando a internet. De qualquer lugar, esse acesso pode ser feito sem que programas prévios sejam instalados.

Utilizar essa tecnologia pode trazer diminuição de custos para as organizações, uma vez que a parte de armazenamento e segurança passa a ser responsabilidade do fornecedor do serviço.

Definição

Há algum tempo, o armazenamento em nuvem deixou de ser uma tendência para se tornar realidade para a maioria das organizações. Esse tipo de armazenamento é um modo de guardar dados na internet, usando um provedor que gerencia e opera o armazenamento físico.

Na realidade, não existe nuvem, mas, sim, computadores conectados que armazenam e administram seus dados. O armazenamento em nuvem é oferecido de acordo com a demanda, e qualquer pessoa pode ter acesso e gerenciar os documentos online de qualquer lugar que tenha acesso à internet.

Aplicações

Quando a organização decide utilizar a computação em nuvem, uma das primeiras vantagens que os colaboradores verão está relacionada à memória dos dispositivos que são utilizados. Todos os dados e demais informações serão armazenados diretamente em um servidor externo, evitando que a memória do interno ou de dispositivos fique cheia.

Com a computação em nuvem os gestores não precisarão se preocupar com a segurança dos dados, uma vez que o fornecedor do serviço fica responsável pelo monitoramento. A exigência de firewalls com objetivo de defender uma determinada rede isolada se torna desnecessária se ela estiver conectada na nuvem.

A segurança na nuvem é bem parecida com a segurança dos datacenters locais, porém, os gestores não precisam se preocupar com os custos de manutenção das instalações e dos hardwares. Na nuvem você não se preocupa em gerenciar os servidores físicos, e sim em usar ferramentas de segurança a fim de monitorar e proteger o fluxo de informações.

Expectativas futuras

Os especialistas dizem que, em pouco tempo, não será possível distinguir entre computação normal e em nuvem. A ação de mover dados para nuvem, será cada vez mais parecida com o copiar/colar. Basta vermos a quantidade de provedores e serviços que surgem diariamente para percebermos que se trata de uma tendência promissora.

A computação na nuvem ampliou o poder tecnológico das pessoas e empresas, e tem ganhado muita força com o decorrer do tempo. O desafio desse segmento está em administrar a malha de dispositivos dentro das empresas, de maneira que o acesso à informação fique mais fácil, rápido e seguro, de maneira que as possibilidades e os bons resultados sejam potencializados.

5. Biometria e autenticação multifatorial

Biometria e autenticação multifatorial é uma técnica usada para promover mais segurança na autenticação dos usuários. Esse sistema pode ser usado pelos internautas com a finalidade de assegurar a identidade, além do login simples e senha.

Definição

A biometria tem sido apontada como uma boa solução para problemas de autenticação. A tecnologia que usa a biometria busca identificar de maneira segura o indivíduo pela leitura de sua impressão digital, íris dos olhos, palma da mão, entre outros dados corporais. O objetivo de usar essa tecnologia é combater fraudes e proporcionar uma experiência mais segura para o usuário.

Tanto a biometria quando a autenticação multifatorial têm como objetivo verificar a identidade dos usuários, a partir de uma combinação de algo que eles têm, algo que eles são e algo que eles sabem. Essa é uma maneira eficiente, intuitiva e segura de proteger os dados dos usuários de ataques cibernéticos.

Aplicações

Essa maneira de autenticação teve um grande impulso com os dispositivos móveis. A ascensão do Face ID (reconhecimento facial) e o grande uso de leitores de impressão digital nos smartphones indicam que o uso dessa tecnologia deverá se tornar ainda mais popular com o decorrer do tempo.

O uso da identificação biométrica é bem relevante em diferentes segmentos da economia, nos acessos aos caixas eletrônicos é comum ver um leitor biométrico. No entanto, a tendência é que a autenticação multifatorial seja aplicada.

É importante ressaltar que a autenticação multifatorial consiste em reunir algo que mostra quem você é de fato (biométrica) com algo que você tem (cartão, smartphone) ou algo que você sabe (senha, pins), dessa maneira seus dados ficam mais seguros.

Expectativas futuras

A onda de ataques cibernéticos tem dado destaque para o fato de que novas maneiras de autenticação são indispensáveis para validar nossas identidades. Uma pesquisa realizada pela Big Blue mostra que senhas e biometria são o futuro da autenticação. A biometria e autenticação multifatorial precisa ser aprimorada de forma a evitar fraudes.

Nos últimos seis anos, em torno de US$ 112 bilhões foram furtados por fraude de identidade, e isso pode ser consequência da validação via redes sociais. Ao usar esse tipo de autenticação, ela pode acarretar um possível problema com efeito cascata, uma vez que se uma conta é degradada, as demais também podem ser acessadas.

O desafio para a biometria e a autenticação multifatorial é usar a tecnologia de maneira a promover ao usuário uma autenticação eficiente, rápida e segura. No dia a dia, novos métodos de autenticação têm sidos usados e é esperado que a segurança dos dados prevaleça, tendo em vista que no mundo virtual os usuários têm os dados como bem mais precioso.

Por que investir em tendências de segurança da informação?

Diariamente informações sigilosas são trafegadas na rede, em um mundo virtual em que as empresas têm os dados como o bem mais precioso. Por esse motivo é essencial ficar por dentro das técnicas de segurança da informação para preservar a imagem do negócio e proteger o patrimônio da empresa.

No cenário em que a tecnologia se tornou primordial para o funcionamento das grandes e pequenas corporações, a segurança da informação é essencial, uma vez que manter os dados protegidos é de extrema importância. Investir em segurança da informação significa que o sistema deverá manter os mecanismos de proteção atualizados e ativos.

Mesmo que não seja possível evitar todo tipo de ameaça, ter uma estratégia que adota técnicas de segurança da informação pode minimizar as vulnerabilidades e facilitar um plano de ação, caso necessário. Ou seja, os riscos podem ser prevenidos e corrigidos de maneira que a infraestrutura dos serviços de TI estejam sempre disponíveis.

Outro motivo que incentiva os gestores a investir em segurança da informação é a redução de custos, em alguns casos corrigir problemas pode ser muito custoso. Mesmo com despesas iniciais, investir em segurança da informação poderá reduzir gastos que poderiam ser aplicados na correção de problemas.

Agora que você conhece as principais tendências de segurança da informação, entre em contato conosco, conheça nossos serviços e encontre uma maneira de deixar seus dados realmente seguros.