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Home » Cybersecurity para empresas de saúde: cuidados a serem tomados

Destaques, Midia, Notícias
  • agosto 25, 2025

Cybersecurity para empresas de saúde: cuidados a serem tomados

A cybersecurity para empresas de saúde abrange todos os cuidados e medidas necessários para manter a proteção das informações da organização. Um ataque cibernético bem-sucedido expõe dados sensíveis, prejudicando a reputação do negócio e a continuidade do empreendimento. Neste conteúdo, vamos explicar para gestores e profissionais da área da saúde quais cuidados devem ser tomados para garantir a segurança cibernética nas empresas do setor. Além disso, apontaremos as principais medidas que devem ser adotadas. Boa leitura!

Qual é a importância da cybersecurity para empresas de saúde?

A crescente digitalização dos dados de pacientes traz muitas vantagens para o setor de saúde, como a facilidade de consultar informações e a agilidade nos diagnósticos. Nesse sentido, a digitalização traz inúmeros benefícios, mas também abre portas para novos riscos. Os principais incluem:
  • vazamento de dados sensíveis (como históricos médicos ou laudos sigilosos);
  • acesso não autorizado por falhas de autenticação ou configurações inadequadas;
  • ataques de ransomware, que bloqueiam o acesso a sistemas críticos;
  • integrações inseguras entre sistemas de diferentes fornecedores ou áreas.
  • falta de segmentação de rede, o que facilita a propagação de ameaças.
Vazamentos de informações e vulnerabilidades nos sistemas facilitam a ação dos criminosos digitais. Para as empresas, o dano não é apenas financeiro, mas também prejudica a sua reputação — afinal, ataques cibernéticos expõem informações sensíveis e afetam a confiabilidade entre as instituições e seus clientes. Organizações de saúde se tornam alvos prioritários para cibercriminosos por algumas razões específicas. Em primeiro lugar, essas instituições possuem acesso a dados de natureza extremamente sensível e de alto valor, como registros médicos de pacientes e informações de cartões de pagamento. Um invasor que obtém acesso a esses dados pode comercializá-los por um preço elevado ou criptografá-los e exigir um resgate para sua liberação. Como se não bastasse, as organizações de saúde enfrentam desafios na proteção de seus ambientes de TI, que se tornam progressivamente mais complexos. Tanto as instituições de saúde quanto seus pacientes dependem de um número crescente de dispositivos conectados à rede, o que oferece aos invasores múltiplas oportunidades para realizar ataques.

Quais são as principais medidas de cybersecurity para a saúde?

Entendidos os principais desafios que o setor enfrenta, chegou o momento de conhecer as medidas mais efetivas de cibersegurança para proteger empresas de saúde. Confira!

Implementação de sistemas de proteção de dados

Uma das formas pelas quais uma empresa de saúde pode otimizar a sua proteção de dados é por meio da adoção de proteção de endpoint, os dispositivos que se conectam a uma rede de computadores e participam da comunicação de dados. Organizações de saúde frequentemente trabalham com diversos endpoints, incluindo sistemas mais antigos que podem conter vulnerabilidades de segurança não corrigidas. Soluções específicas de endpoint são importantes para identificar e bloquear ataques direcionados a esses dispositivos, que podem explorar essas fragilidades. Além disso, a implementação da Autenticação Multifator (MFA) é outro ponto relevante. A MFA deve ser utilizada para adicionar uma camada extra de proteção além das senhas tradicionais, uma vez que exige métodos de verificação adicionais antes de permitir o acesso a sistemas e dados confidenciais. O SASE é mais uma opção que deve ser considerada. Outro ponto fundamental para a proteção dos dados é contar com um plano de resposta a incidentes, que envolva todas as áreas da organização.

Adoção de criptografia

Para proteger as informações sensíveis dos pacientes contra acessos não autorizados e violações, é necessário implementar métodos robustos de criptografia tanto para os dados armazenados (em repouso) quanto para aqueles que estão sendo transmitidos (em trânsito). Uma dica é adotar uma abordagem de segurança em várias camadas: além da criptografia, é importante combinar firewalls a sistemas de detecção de intrusão. Isso garante uma proteção mais robusta.

Manutenção da disponibilidade

A interrupção de serviços de saúde, exemplificada pelo desligamento súbito de monitores cardíacos e falhas em desfibriladores, pode ter consequências graves para a saúde dos pacientes. Dessa forma, torna-se fundamental a adoção de soluções tecnológicas projetadas para garantir a disponibilidade de equipamentos imprescindíveis. A minimização do tempo de inatividade deve ser uma das prioridades da empresa.

Controle de acessos

Em se tratando de medidas de controle, os gestores devem se basear no princípio do menor privilégio — isto é, conceder direitos de acesso de acordo com cada função e responsabilidade dentro da empresa de saúde. O objetivo é evitar o acesso irrestrito, que pode fazer com que até profissionais que não sejam da saúde consigam visualizar dados sensíveis. Isso costumava ocorrer antes da digitalização, quando documentos não eram armazenados adequadamente. As permissões de acesso devem ser revisadas e ajustadas regularmente, garantindo que os usuários mantenham apenas o nível de acesso essencial para suas tarefas atuais.

Auditorias frequentes

Auditorias regulares ajudam a identificar lacunas, fraquezas e vulnerabilidades nos sistemas, processos e controles de segurança da informação da organização. Isso permite que a empresa tome medidas proativas para corrigir essas falhas antes que cibercriminosos possam explorá-las. Há vários tipos de auditoria de cybersecurity no universo da saúde. Confira alguns deles:
  • interna — realizada pela própria equipe da organização para avaliar a conformidade e a eficácia dos controles internos de cibersegurança;
  • externa — conduzida por uma empresa independente para fornecer uma avaliação objetiva e imparcial da postura de segurança da organização;
  • de conformidade — esse tipo de auditoria se concentra na verificação do cumprimento de regulamentações específicas do setor de saúde;
  • de processos — analisa os processos e procedimentos relacionados à cibersecurity, como gestão de acesso, tratamento de incidentes e gestão de vulnerabilidades.;
  • entre outras.
Caso a empresa esteja sofrendo com problemas persistentes, uma auditoria externa pode ser a chave para adotar medidas mais eficientes. Afinal, ela será conduzida por profissionais externos, que terão um olhar novo em relação aos processos e infraestrutura.

Conformidade às normas do setor

A conformidade com regulamentações e normas do setor, como a HIPAA, é fundamental para garantir a proteção robusta dos dados dos pacientes e manter a legalidade. A gestão da HIPAA e de outras normativas de saúde exige monitoramento e documentação contínuos, o que pode representar uma carga adicional para equipes internas de TI já sobrecarregadas. Dessa forma, é muito importante contar com profissionais com expertise técnica em relação a essas regulamentações, especialmente ao considerar a contratação de consultores externos. A LGPD também não pode ser negligenciada. A (Lei Geral de Proteção de Dados) trouxe mais do que regras: ela impulsionou uma mudança de cultura. Estar em conformidade significa mapear fluxos de dados, implementar controles de segurança, documentar processos e garantir a privacidade desde a concepção (privacy by design) Para o setor da saúde, isso é ainda mais relevante, já que a lei considera os dados de saúde como sensíveis e de tratamento restrito. Ao seguir a LGPD, a empresa não apenas evita sanções, mas também fortalece a confiança do paciente e cria uma base sólida para sua estratégia de cibersegurança.

Capacitação contínua das equipes

Investir no treinamento dos profissionais que integram a empresa é uma medida fundamental para dificultar ataques e a exploração de dados sensíveis. Afinal, quanto mais os funcionários entenderem de cybersecurity, menor será o número de brechas que os criminosos terão para atacar. É importante oferecer treinamento contínuo à equipe de saúde para que possam identificar tentativas de phishing (fraudes que levam ao repasse de informações da empresa), por exemplo, evitar condutas de risco e seguir os protocolos de segurança cibernética estabelecidos. Nenhuma tecnologia é suficiente sem pessoas preparadas. O fator humano é uma das maiores vulnerabilidades — e também uma das maiores defesas. Treinar regularmente médicos, enfermeiros, administrativos e equipes de TI sobre boas práticas de segurança (como identificar tentativas de phishing, cuidar de senhas, e relatar incidentes) é essencial para reduzir riscos. Quando a segurança é parte da cultura da organização, ela deixa de ser uma obrigação técnica e passa a ser um valor compartilhado por todos, aumentando a resiliência geral da empresa. Como você viu no artigo, há diversos desafios relacionados à cybersecurity para empresas de saúde. Felizmente, há várias medidas de cibersegurança que podem ser adotadas, mitigando os riscos e elevando a proteção das informações. Como mencionamos no texto, um dos principais cuidados que devem ser adotados é a capacitação dos colaboradores. Por isso, fique de olho na agenda de treinamentos da Strong Security!  

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