
Com portfólio completo de produtos e serviços, IBM prepara Watson para reforçar a proteção no mundo digital
O combate aos crimes cibernéticos ganhará um importante aliado até o final deste ano. A aposta da IBM é a era da segurança cognitiva com o Watson, recurso que promete revolucionar o mercado. O Watson Advisor está sendo treinado para ajudar os analistas de segurança a identificar, deter as ameaças e os falsos positivos – eventos no mundo digital que nem sempre são ataques, mas demandam tempo da equipe de segurança até serem desvendados.
Será o resultado de um projeto de pesquisa, em que o Watson mergulhou no universo da segurança e foi projetado para ter acesso a informações sobre novas ameaças e recomendações para combatê-las. Ao ganhar produtividade, a equipe de segurança terá condições de adotar medidas mais assertivas para proteger seus dados. “Os ataques são cada vez mais sofisticados e a análise mais abrangente, incluindo os dados não estruturados, é importante para reduzir as invasões”, explica André Pinheiro, líder de serviços de segurança da IBM Brasil, em entrevista para o portal de Executivos Financeiros.
No geral, a gama de dados não estruturados nas empresas pode representar 80% e nem sempre o conteúdo é empregado automaticamente, o que contribui para aumentar a sua vulnerabilidade. “Ao oferecer a cognição de dados em escala, o Watson usa suas habilidades para racionar e aprender por meio dessa grande massa de dados. A empresa expande sua capacidade e seu time de segurança passa a executar um trabalho de alto nível, menos operacional”, assinala o entrevistado.
O sistema tem poderes ampliados e, ao aplicar técnicas de data mining, pode explorar grande quantidade de dados e criar padrões de combinações para detectar brechas, com ferramentas de apresentação gráfica e técnicas para fazer a conexão dos dados de diferentes documentos.
Dona de uma imensa base de segurança, a Big Blue atende mais de 10 mil clientes em 133 países, com mais de sete mil pesquisadores, desenvolvedores e especialistas e 36 centros especializados na área.
O negócio segurança já representa mais de US$ 2 bilhões para a companhia. Segundo o Gartner, os gastos no setor já são maiores do que US$ 70 bilhões e ganham cada vez mais importância no mundo corporativo.
Visão holística e sistêmica
Batizado de IBM X-Force, o time fica à frente das pesquisas estratégicas na área. A empresa possui um grande banco de dados de vulnerabilidades hospedada na sua nuvem, totalizando mais de 700 terabytes de dados. Trata-se de um grande acervo com indicadores de ataques em tempo real, informação de ameaças baseadas no monitoramento de mais de 15 bilhões de eventos de segurança diários, inteligência em malwares provenientes de uma rede de 270 milhões de terminais, entre outras informações.
O carro-chefe é a ferramenta QRadar Security Intelligence Platform, uma arquitetura unificada para integração do gerenciamento de informações e eventos de segurança, detecção de anomalias, perícia e resposta a incidentes etc. O Banco Votorantim, por exemplo, é usuário da solução. Durante a “Conferência Segurança e Gestão de Risco 2016” do Gartner, realizada em São Paulo nesta semana, o banco apresentou o case e mostrou os benefícios da solução para facilitar a tomada de decisões da instituição.
Segundo destaca André Pinheiro, combater crimes cibernéticos exige uma abordagem holística e sistêmica: “A segurança da informação é cada vez mais relevante no mundo corporativo, sendo estratégica para o negócio. Não existe bala de prata. É importante ter uma consultoria para entender melhor os caminhos a serem seguidos”.
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