São Paulo – O LinkedIn acaba de divulgar o ranking das competências mais procuradas por recrutadores no site em 2015.
Na pesquisa nacional (Brasil) Segurança da Informação aparece em 8 lugar (num ranking de 25), demonstrando a relevância do tema e alta procura por profissionais dessa área tanto em 2014 quanto em 2015.
Na pesquisa global (EUA, LATAM, EMEA, APAC), Computação em Núvem – Clouding aparece em 1 lugar e Segurança da Informação em 8, ou seja demonstrando ainda mais o alto interesse e procura desses profissionais ao redor do mundo.
Esse fato é relevante e coloca em perspectiva as carreiras de segurança da infomação e cloud em alta no Brasil e no mundo nos próximos anos.
Veja materia abaixo:
A rede social analisou as buscas feitas no Brasil e em outros nove países, como Estados Unidos, França e Índia.
As palavras-chave mais digitadas pelos empregadores entre 1º de janeiro e 1º de dezembro de 2015 foram agrupadas em 25 categorias de competências.
De acordo com o LinkedIn, as empresas ainda procuravam pelas mesmas habilidades nos últimos meses do ano passado, o que permite supor que elas continuarão quentes em 2016.
No Brasil, o 1º lugar da lista ficou com análise estatística e mineração de dados – que aparece em 2º lugar no ranking global e é a única competência entre as 4 principais de todos os países estudados.
De acordo com Fernanda Brunsizian, gerente de comunicação do LinkedIn no Brasil e na América Latina, o resultado não surpreende.
“Vivemos num mundo em que organizar, classificar e analisar dados é obrigatório para qualquer empresa”, diz ela. “Competências associadas a essa atividade vão continuar no topo da lista por alguns anos ainda”.
Reflexos da crise
Chama a atenção no ranking brasileiro o lugar ocupado por duas competências ligadas à área de recursos humanos. Entre 2014 e 2015, a busca por profissionais de RH com foco em benefícios e remuneração aumentou 15%. Por outro lado, o interesse por quem trabalha com recrutamento caiu 14% no mesmo período.
Para Fernanda, os números refletem o momento de crise econômica atravessado pelo país.
Com a redução no número de vagas disponíveis nas empresas, esfria a procura por recrutadores e headhunters.
Já a valorização da área de benefícios e remuneração reflete o interesse das empresas em manter os melhores profissionais do mercado satisfeitos e fiéis a elas, explica a gerente do LinkedIn.
Afinal, o cenário econômico adverso aumenta a preocupação com a retenção de talentos – que é, aliás, uma prioridade para 42% das empresas brasileiras, segundo um recente estudo do LinkedIn sobre recrutamento em 2016.
A crise política brasileira, disparada pela investigação de esquemas de corrupção em que se misturam agentes públicos e nomes da iniciativa privada, também aparece refletida no estudo.
“A frequência de escândalos envolvendo políticos e empresários aumentou muito a busca por profissionais capazes de trazer mais ética e transparência para os negócios”, diz Fernanda.
Não por acaso, três categorias de competências que não haviam aparecido no ranking brasileiro de 2014 marcaram presença na lista mais recente: direito empresarial e governança, políticas públicas e desenvolvimento de novos negócios.
