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Quando trabalhamos diretamente com TI, é fundamental termos consciência de quais são as principais extensões de arquivos que podem trazer ameaças para a segurança da informação de uma empresa.

Conforme a tecnologia avança, surgem também novas vulnerabilidades. Além disso, os meios utilizados para ataques pelos hackers se tornam mais refinados e bem-sucedidos.

Por conta disso, para evitar que seus dados sejam roubados ou que sua empresa sofra uma invasão, é preciso estar atento a todas as possibilidades que possam criar brechas na segurança, como as extensões de arquivos. Confira mais sobre o assunto.

Qual a importância de conhecer as principais extensões de arquivos perigosas

A extensão de um arquivo pode indicar que ele se trata de algo nocivo ou perigoso. Aqui, destacamos que boa parte das chamadas extensões perigosas são bloqueadas pelos servidores de e-mail.

Por exemplo, uma extensão .exe, relativa a um executável dentro do sistema Windows, pode ser um programa espião ou qualquer outro malware com o objetivo de roubar dados ou prejudicar o sistema do usuário.

Com isso, determinados servidores de e-mail bloqueiam esse tipo de anexo, evitando que o usuário acabe abrindo o arquivo erroneamente e tenha a sua máquina infectada. Contudo, somente essa ação pode não ser suficiente.

De forma geral, conteúdos e arquivos anexados em e-mails deveriam ser conhecidamente seguros, porém, muitos cibercriminosos utilizam a engenharia social para enviar anexos que nada mais são que malwares.

Colaboradores sem treinamento ou com pouco conhecimento são vítimas fáceis para esse tipo de golpe. Assim, acabam abrindo esses arquivos, que executam rotinas de roubo de dados ou infectam a máquina com algum vírus que pode se espalhar por toda a rede.

Dessa forma, a melhor atitude que um gestor de TI pode tomar com relação a isso é checar todas as extensões potencialmente prejudiciais e repassar esse conhecimento para o seu time por meio de treinamentos.

Quais as principais extensões de arquivos perigosas

Existem vários tipos de extensões. Cada uma delas se refere a diferentes sistemas ou programas, contudo, algumas são mais utilizadas que outras quando falamos de vulnerabilidade e tentativas de invasão.

Arquivos .exe

O .exe é a extensão executável do sistema operacional Windows, sendo uma das mais utilizadas para golpes. O hacker insere esse tipo de arquivo em um e-mail ou faz com que o usuário baixe e instale um programa falso.

Inclusive, muitos hackers alteram o código fonte de alguns programas famosos, o chamado crack, e os disponibilizam de forma gratuita na internet, só que com malwares inclusos neles.

Muito usuários acreditam que estão baixando e instalando determinados softwares interessantes para as suas atividades. Contudo, na verdade, estão criando brechas na segurança da empresa.

Arquivos zip e rar

Arquivos com extensão .zip e .rar também são muito utilizados em ataques, e isso é simples de entender. Essas extensões são aplicadas para compressão de dados, sendo necessário dar dois cliques nelas para visualizar um conteúdo.

Os hackers utilizam programas especiais para incutir malwares e ransonwares disfarçados como arquivos .zip ou .rar. Assim, quando o usuário realiza os dois cliques para verificar o conteúdo da compressão, acaba tendo a máquina contaminada.

Outra vulnerabilidade pouco conhecida também diz respeito à extensão .rar. Ela permite que determinados arquivos, ao serem descompactados, enviem conteúdos para a pasta principal do sistema.

Dessa forma, eles serão ativados com a inicialização, permitindo a instalação de algum tipo de ransonware, por exemplo.

Arquivos do Microsoft Office

Aqui, temos outro tipo de extensão muito popular, que passa facilmente despercebida em um modelo de segurança da informação frágil.

Hoje, boa parte das empresas utiliza, para suas rotinas administrativas, sistemas do Office, como Excel, Word e Powerpoint. Contudo, isso também pode ser uma isca para cibercriminosos.

Isso porque eles embutem nas extensões comuns desses programas — .doc, .docx, .xls, .xlsx etc. — rotinas chamadas de macro, que são pequenas instruções executadas dentro do arquivo.

É comum trocarmos e-mails dentro de uma empresa com arquivos do Office em anexo. Assim, geralmente, esse tipo de arquivo está fora de suspeita. No entanto, os criminosos se aproveitam dessa confiança para agir.

Arquivos PDF

Mesmo que os macros sejam mais conhecidos por agirem nos documentos gerados pelo Microsoft Office, poucas pessoas têm a consciência de que eles podem ser aplicados também em arquivos PDF.

Ou seja, qualquer PDF que você receba e abra em sua máquina pode conter um malware oculto, pronto para infectar toda a rede, uma armadilha muito comum utilizada pelos cibercriminosos.

Outro truque simples utilizado por hackers é a inserção de links de phishing dentro de arquivos PDF, que levam o usuário a uma página fake, semelhante à real, na qual são solicitados dados de acesso. Toda essa informação é roubada e utilizada por hackers posteriormente.

Arquivos .jpg e .png

Arquivos de imagens também são utilizados pelos cibercriminosos com uma grande frequência, valendo-se da curiosidade dos usuários em abrir fotos e compartilhar imagens.

Hackers infiltram códigos maliciosos em arquivos .jpg e .png para que eles sejam executados assim que o arquivo for aberto. Geralmente, são trojans e malwares capazes de roubar senhas e dados pessoais dos usuários.

Como lidar com extensões de arquivos perigosas

Você deve ter notado que todas as principais extensões utilizadas no dia a dia de uma empresa podem se mostrar prejudiciais quando nos falta conhecimento ou práticas de segurança adequadas. Pensando nisso, separamos algumas dicas de como se proteger:

  • treine a sua equipe: um dos principais desafios ao lidar com extensões é a falta de conhecimento do time, que acaba abrindo arquivos suspeitos e instalando malwares em suas máquinas;
  • evite a abertura de e-mails suspeitos: a maioria dos arquivos citados neste post são enviados aos usuários como anexos em e-mails. A abertura de mensagens de rementes desconhecidos deve sempre ser evitada;
  • utilize soluções de segurança confiáveis: sistemas de proteção auxiliam na identificação e na neutralização de ameaças;
  • conte com uma consultoria especializada: uma empresa com know how em segurança da informação pode ajudar a implantar boas práticas de proteção de dados.

Chegamos ao final deste post! Esperamos que as informações contidas neste texto auxiliem você a identificar as principais extensões de arquivos utilizadas pelos cibercriminosos. Não se esqueça de resguardar suas informações!

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